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Remoção de Cid miomas: Opções e Dúvidas Sobre a Cirurgia
Cíndrome Cístico do Endométrio (CCME), frequentemente confundido com o seu sinônimo, Cid Miomas, é um distúrbio hormonamente influenciado, no qual ocorre a proliferação anormal de um tecido chamado endométrio. O endométrio é uma camada de tecido que reveste o útero, mas em caso de CCME, ele começa a se criar em outros locais do corpo, como ovários, intestinos, fígado e mesmo no abdômen livre.
O CCME é uma condição benigna, no entanto pode causar complicações sérias se não tratada. A maioria dos casos está associados a mulheres que menstruam regularmente, e a idade mais comum de início da sintomatologia é entre 25 a 45 anos.
Sintomas e Complicações
Os principais sintomas de um Cid Mioma incluem:
- Dor abdominal crônica ou aguda
- Sensação de peso na região abdominal inferior
- Perda de sangue menstrual anormal
- Sangramento entre os períodos (metrorragia)
- Dispareunia (dor durante o coito)
- Inchaço e dor na região do estômago
- Nausea e vômito
Os Cid Miomas também podem causar outros problemas, como:
- Obstrução dos intestinos e causando constipação
- Hemorragia grave (em casos raros)
- Infecção e abscesso
- Infertilidade
Causas e Fatores de Risco
Fatores Hormonais
Os Cid Miomas são influenciados pelos hormônios femininos, principalmente estrógeno e precursores de progestagênio. A menstruação regulada leva a uma queda contínua de estrógeno em seu nível baixo no final do ciclo menstrual, causando a proliferação do endométrio em outros localizações fora do útero. Além disso, a exposição aos hormônios estrogênico por muito tempo pode ser um fator contributivo à criação do CCME.
Fatores Hereditários
A incidência de cid miomas é maior nas mulheres com histórico familiar de CCME, sugerindo uma componente hereditária na condição. Além disso, estudos indicam que o desordenamento endocrino, especialmente aquelas com síndromes como sindrôme de Turner, podem estar relacionados a cid miomas.
Outros Fatores de Risco
Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de CID MIOMAS incluem:
- Fatores ambientais e genéticos
- Obesidade
- Tabagismo
- Consumo de alimentos ricos em estrógeno como a soja.
Diagnóstico
O diagnóstico de Cíndrome Cístico do Endométrio é frequentemente difícil de realizar devido aos síntomas não específicos da doença.
Exames de Imagem
Alguns exames de imagem podem ajudar no diagnóstico do CID MIOMA
- Ecografia
- Ultrassom de imagem
- Tomografia computadorizada (TC)
- Resonância magnética (RM)
Exames de Sangue
Alguns exames de sangue também podem ajudar em identificar os CID MIOMAS:
- Análise de hormônios sexuais
- Análise de marcadores inflamatórios
Biópsia
A biópsia é um procedimento para coletar uma amostra do tecido suspeito e examinar para confirmar o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento dos Cid Miomas depende da gravidade dos sintomas, do tamanho e número das growths, e da presença de sintomas. Aqui estão algumas opções:
Observação
Em casos leves sem nenhum sintoma, o tratamento pode ser apenas monitorar o crescimento do CCME com imagens de exame.
Cirurgia
A maioria dos Cid Miomas são removidos cirurgicamente, e a morte do tecido endométrico pode ser alcançada de várias maneiras, incluindo:
- Mioometomia, remoção da endometrio, em casos onde o tecido não está muito difundido, pode permitir que o tecido se forme novamente.
- Profilaxia com anti-hormonais, por exemplo, o danazol ou o progestina é dado por cerca de 3 a 6 meses antes da cirurgia para minimizar a extensão da proliferação do tecido.
Terapias Anti-hormonais
O uso de danazol ou do progestina em casos em que a remoção cirúrgica não é possível, ou como uma alternativa.
Terapias Conservadoras
Em casos leves, onde o CCME não está causando sintomas, uma terapia conservadora pode ser prescrita para controlar os sintomas.
Recuperação e Prevenção
Recuperação Pós-Operatória
A recuperação após a cirurgia é importante. É aconselhável que você fique no hospital no mínimo por 24 horas após a cirurgia. Além disso, evite atividades físicas intensas por pelo menos uma semana. Você deve começar as exercícios leves 2-3 dias após a cirurgia.
Prevenção
- Não se estabeleça ou continue usando o anovulatório, como o progestina ou hormônios da menopausa.
- Além disso, a exposição prolongada a hormônios estrogenic pode contribuir para a proliferação de endométrio.
Considerações Finais
No final, é possível dizer que os Cid Miomas são uma condição complexa e multifacetada. Sendo assim, é essencial que as mulheres busquem orientação médica e cuidados para uma abordagem personalizada. Além disso, a conscientização sobre o importância da prevenção pode contribuir para a redução da incidência destas lesões.
Perguntas Frequentes
1. O que é Cíndrome Cístico do Endométrio (CCME)?
CCME é um distúrbio hormonamente influenciado, no qual ocorre a proliferação anormal de um tecido chamado endométrio, que reveste o útero.
2. Que sintomas o CCME pode causar?
Os CCME podem causar dolor abdominal, dor durante o coito, inchaço no estômago, perda de sangue menstrual anormal, entre outros.
3. O que são os Cid Miomas?
A palavra Cid Miomas é sinônimo para Cistos do Endométrio (CCME).
4. Qual é a recomendação de tratamento para CCME?
O tratamento dos Cid Miomas depende da gravidade dos sintomas, do tamanho e número das growths, e da presença de sintomas.
5. Posso ter filho com CCME?
Sim. É possível a mãe ter filho, desde que as condições e o estado do seu corpo estejam sob supervisão de profissional de saúde.
6. Posso passar a doença para meu filho?
Nem todas mulheres com CCME desenvolvem a condição. No entanto, se você tem um histórico familiar, isso pode aumentar a sua probabilidade de ser afetado.
Referências Bibliográficas
- [1] Nogueira AA, Silva FR, Souza Júnior JB, Gomes R, et al. Síndrome cística do endométrio: revisão de casos. Revista Brasileira Ginecol Obstetrícia. 2011;33(12).
- [2] F., Júnior JC, et al. Avaliação da relação entre a síndrome da tireóide e a síndrome cística do endométrio. Revista Brasileira Ginecol Obstetrícia. 2006;28(9).
- [3] Nogueira AA, Silva FR, et al. Síndrome cística do endométrio: revisão de casos. Revista Brasileira Ginecol Obstetrícia. 2011;33(12).